Dispositivos com eSIM chegam a 1,5 bilhão em 2026 e 73% das operadoras já vendem
Dois números divulgados este ano marcam o momento em que o eSIM deixou de ser um recurso e passou a ser infraestrutura. A Juniper Research aponta um salto de 1,2 bilhão de dispositivos com eSIM em 2025 para cerca de 1,5 bilhão em 2026 — alta de aproximadamente 30% em doze meses. E os dados da GSMA Intelligence publicados pela GSMA em 2026 mostram que 73% das operadoras móveis já lançaram serviço comercial de eSIM para smartphones.
Juntos, esses dois números dizem algo específico: a discussão sobre hardware acabou, e as operadoras quase terminaram de se atualizar.
O que mudou de fato em 2026
Durante boa parte dos últimos cinco anos, a resposta honesta para "posso usar um eSIM de viagem?" era "confira o aparelho primeiro". Hoje essa checagem é quase burocracia nos modelos de topo. A maioria dos flagships lançados em 2026 é compatível com eSIM, e vários iPhones recentes são vendidos como somente eSIM em uma lista crescente de países. O crescimento já não vem só dos celulares: tablets, notebooks, smartwatches e roteadores de viagem também saem de fábrica com perfis embutidos, e é por isso que a contagem de dispositivos sobe mais rápido do que as vendas de smartphones.
O número das operadoras é o mais interessante. Com 73% de lançamentos comerciais, o eSIM não é mais algo tolerado: é algo que elas vendem. Muitas estão lançando o próprio eSIM de viagem em paralelo ao roaming tradicional, para manter clientes pré e pós-pagos dentro da marca em vez de perdê-los para provedores independentes no portão de embarque.
Por que isso importa para quem viaja
Escala aqui não é abstração. Três consequências concretas:
1. A pergunta de compatibilidade está encolhendo. Se você comprou um celular intermediário ou premium nos últimos dois anos, a chance de ele suportar eSIM é altíssima. Isso elimina o principal motivo pelo qual as pessoas acabavam em quiosques de chip no aeroporto.
2. Mais vendedores significa mais dispersão de preço, não menos. O uso de eSIM de viagem deve chegar a cerca de 134 milhões de usuários em 2026, 32% mais que no ano anterior, e a adoção na temporada de verão do hemisfério norte de 2026 alcançou 28,1%, contra 19,0% no ano anterior — nove pontos em uma única temporada. Um mercado que cresce assim atrai concorrentes com modelos de preço bem diferentes: planos tipo ilimitado para estadias curtas, pacotes regionais baratos por GB e adicionais de operadora que são práticos, mas raramente os mais baratos.
3. O eSIM da sua operadora não é automaticamente o melhor negócio. Quando a sua companhia oferece um passe diário pelo app, ela compete em conveniência, não em preço. A comparação que vale é a diária dela contra um eSIM independente para o mesmo destino e o mesmo volume de dados.
As diferenças regionais ainda pesam
A adoção é bem desigual, e o padrão mostra onde um eSIM de viagem realmente compensa. A Oceania lidera com 40,2%, seguida pela Ásia com 34,6%. A adoção europeia mais que dobra, para 44,8%, quando o viajante sai da União Europeia e das regras de roaming sem custo — prova limpa de que as pessoas compram eSIM onde o roaming custa dinheiro, não onde já vem incluído.
A leitura prática: dentro da UE, o seu plano de sempre normalmente resolve. Fora dela — Ásia, Oceania, Américas, Bálcãs, Turquia, Reino Unido para alguns planos europeus — a conta vira rápido.
O que fazer com isso
Se você viaja nos próximos meses, o marco muda mais o seu checklist do que a sua estratégia:
- Confirme o suporte a eSIM uma vez e pare de se preocupar. Ajustes → Dados móveis → procure "Adicionar eSIM" ou "Adicionar plano de dados".
- Compre antes de voar. Instale o perfil no Wi-Fi de casa e ative ao aterrissar. Quase todos os provedores, incluindo a HOLASIM, permitem instalar antes e começar o consumo na chegada.
- Orce a viagem, não o gigabyte. Sete dias a 500 MB por dia é um produto diferente de trinta dias a 3 GB por dia. Compare o custo total da viagem, não a tarifa por GB da manchete.
- Mantenha seu número de casa acessível. Em um celular dual SIM, use o eSIM de viagem para dados e deixe a linha principal ativa para SMS e códigos de verificação, com dados em roaming desligados.
Os 1,5 bilhão significam que a questão tecnológica está resolvida. O que segue aberto em 2026 é puramente comercial: quem vende os gigabytes e a que preço.
Para o panorama completo do mercado, veja nossa análise sobre os eSIMs de viagem chegando a 134 milhões de usuários, e se o seu próximo aparelho já não tem bandeja de chip, leia o que os celulares somente eSIM significam para viajantes.