As operadoras aumentam preços em 2026 e devolvem em dados de roaming
As operadoras europeias passaram 2026 aumentando a mensalidade e várias embrulharam o reajuste em dados de roaming extras. O caso mais claro é a Wingo, na Suíça: a partir de setembro de 2026 todos os planos móveis custam CHF 1 a mais por mês, mas a franquia de dados incluída para UE e Reino Unido no Swiss Max salta de 2 GB para 8 GB. É melhor do que um aumento seco — e ainda assim deixa o viajante descoberto assim que ele sai desse bloco.
O que mudou
A Wingo, marca econômica da Swisscom, confirmou aumento de CHF 1 por mês em todos os planos móveis e nos pacotes de internet Go, Smart, Pro e Ultra, válido a partir de setembro de 2026. É o segundo aumento em dois anos: a controladora Swisscom já havia acrescentado CHF 1,90 a todas as linhas blue Mobile em abril de 2026.
O diferente desta vez é a contrapartida. A Wingo amarrou o reajuste a uma melhoria de roaming em vez de apresentá-lo como pura recomposição de custos. No Swiss Max, a franquia de alta velocidade para UE e Reino Unido quadruplica: de 2 GB para 8 GB. Quem realmente usa esses dados recebe mais do que paga. Quem não usa apenas paga CHF 12 a mais por ano.
A Wingo é a quarta onda do ano em um mercado pequeno. TalkTalk mexeu nos preços em maio, Salt em junho, Sunrise e yallo em 1º de agosto, e Wingo em setembro. Na Suíça, uma alteração unilateral de contrato dá direito extraordinário de rescisão, e a Wingo aceitou cancelamentos por essa via até 31 de agosto.
O padrão não é só europeu. Na Índia, a Airtel elevou o pacote de roaming internacional de longa validade de Rs 4.000 para Rs 4.999, e os pacotes de 1, 5 e 10 dias também ficaram mais caros em pouco tempo, sem nenhuma melhoria de franquia junto.
Por que isso importa para quem viaja
Ao ler as letras miúdas aparece sempre a mesma limitação: o número generoso vale dentro de uma bolha regional. Os 8 GB da Wingo são uma franquia UE/Reino Unido. Não servem nos Estados Unidos, no Japão, no Brasil, na Tailândia nem na maioria dos destinos de longa distância. Fora dessa zona você volta às tarifas de roaming por dia ou por MB da operadora — exatamente as tarifas que fizeram os viajantes começarem a comprar eSIM.
Três coisas para conferir no seu plano antes da próxima viagem:
- A geografia, não os gigabytes. Uma franquia enorme limitada a uma região vale zero em outro continente.
- O que acontece ao estourar o limite. Muitas franquias reduzem a velocidade em vez de cobrar a mais: melhor para a conta, pior para o mapa.
- Se houve janela de saída. Mudanças de preço são comunicadas por SMS ou no app, e o direito extraordinário de cancelamento expira rápido: semanas, não meses.
A dinâmica de fundo é que o roaming virou ferramenta de retenção, não centro de lucro. É consequência direta dos eSIMs de viagem: com 1 GB disponível por poucos dólares, cobrar US$ 10 a 12 por dia fica difícil de sustentar. Nosso detalhamento de quanto custa de verdade o passe diário nos EUA mostra o tamanho real dessa diferença.
A conclusão prática
Se o seu plano ficou mais caro e ganhou dados regionais, a resposta honesta é: mantenha o plano para viagens dentro daquela região e pare de depender dele para o resto. Um eSIM pré-pago internacional cobre os destinos que a sua franquia não alcança, é ativado antes de embarcar e não depende de promoção da operadora. HOLASIM e outros provedores vendem pacotes por país e por região justamente para esse buraco.
A regra para 2026: use o roaming que a operadora agora dá dentro da região dela e compre um eSIM de viagem para todo o resto. Os dois juntos custam menos do que qualquer um deles mal usado. A comparação completa está na nossa matéria sobre eSIM vs roaming e quanto você realmente economiza.