Acordo da Amazon pela Globalstar (US$ 11,6 bi) define quem sustenta o satélite do iPhone em 2026
A Amazon fechou acordo para adquirir a Globalstar por cerca de US$ 11,6 bilhões e, em um acordo paralelo, fornecerá conectividade via satélite para os iPhones e Apple Watches atuais e futuros. A operação, ainda pendente de aprovação regulatória, define quem está por trás dos recursos de satélite que muitos viajantes usam como rede de segurança: mensagens de emergência, compartilhamento de localização e assistência rodoviária quando não há sinal de celular.
O que aconteceu
Segundo o Mobile World Live, a Amazon assumirá as operações, a infraestrutura e os ativos de satélite da Globalstar, incluindo as licenças de espectro do serviço móvel por satélite e as autorizações globais. Os acionistas poderão escolher US$ 90 em dinheiro por ação ou 0,3210 ação da Amazon, limitado a US$ 90 por ação. A conclusão está prevista para 2027, sujeita à aprovação regulatória e ao cumprimento de certos marcos de satélites pela Globalstar.
A Apple é a peça-chave. Ela é parceira de longa data da Globalstar e investiu mais de US$ 1 bilhão na empresa. Hoje essa parceria permite que usuários de iPhone enviem mensagens a serviços de emergência, troquem textos, peçam assistência rodoviária e compartilhem a localização por satélite. A Amazon diz que continuará oferecendo esses serviços e colaborará com a Apple em usos futuros.
A Amazon também apresentou seu plano: a partir de 2028, pretende lançar um sistema de satélites direto para o dispositivo de nova geração sob a marca Amazon Leo, que segundo a empresa usará o espectro com muito mais eficiência que os sistemas antigos. Hoje ela tem cerca de 200 satélites em órbita e a meta de chegar a 3.200 até 2029. Um analista da CCS Insight classificou o negócio como um grande atalho para a Amazon nos serviços de satélite para smartphones e uma posição mais forte contra o Starlink da SpaceX.
Por que importa para o viajante
Na maioria das viagens, nada muda hoje. Os recursos de satélite do seu iPhone continuam funcionando como antes e a Amazon se comprometeu publicamente a mantê-los. Mas o acordo mostra para onde vai o serviço satélite-celular: uma corrida entre Amazon, SpaceX e as alianças de operadoras. Segundo a cobertura mais recente, as três grandes operadoras dos EUA anunciaram em 1º de outubro seu próprio projeto de satélite, com um CEO interino, mas sem data de lançamento, preço ou nome.
A conclusão prática é que o satélite continua sendo uma camada de emergência e mensagens, não um substituto dos dados móveis. O serviço completo para celulares comuns está previsto, pelo cronograma da própria SpaceX, para o primeiro semestre de 2028, e o sistema da Amazon também começa a ser lançado em 2028. Até lá, ao percorrer regiões remotas você continua dependendo das redes terrestres, e o satélite serve apenas para uma mensagem curta ou para compartilhar sua localização.
O que fazer antes da próxima viagem
Pense no satélite como reserva, não como plano. Confira se seu celular suporta o recurso e aprenda a usá-lo antes de precisar, porque ele exige céu aberto. Depois resolva a conexão do dia a dia, que é onde a maioria dos viajantes gasta dinheiro.
Para dados em cidades, aeroportos e estradas principais, um eSIM de viagem continua sendo a opção mais barata e simples comparado ao roaming da operadora. Instale antes de sair, mantenha sua linha local ativa para ligações e códigos de verificação e ative os dados do eSIM ao chegar. A HOLASIM é uma opção se você quer um plano de dados pré-pago para o destino, mas seja qual for o provedor, compare cobertura e validade nos países que realmente vai visitar.
Resumindo: o acordo da Amazon protege a rede de segurança por satélite do iPhone em vez de mudá-la, e o próximo salto real de cobertura via satélite para viajantes está a cerca de dois anos. Nesta viagem, o que mantém você conectado é o eSIM, não o satélite.